Consulta Coloproctológica

Para as consultas coloproctológicas a Proctomais oferece como diferencial um ambiente totalmente projetado para o exame físico do paciente reduzindo o constrangimento. Existe espaço com luminosidade reduzida destinado exclusivamente para a colocação de avental e realização do exame. Para o público feminino é oferecida a presença da técnica de enfermagem da Proctomais durante o exame.

A Proctomais foi concebida para deixar os pacientes mais confortáveis e seguros, além de oferecer avaliação e tratamento das mais diversas patologias coloproctológicas:

  • Doença Hemorroidária
  • Dor anal
  • Prurido (coceira) anal
  • Câncer de intestino
  • Incontinência anal
  • Prolapso Anal
  • Doença de Crohn
  • Retocolite Ulcerativa
  • Constipação

Procedimentos Cirúrgicos

Na Proctomais é oferecido uma ampla variedade de cirurgias coloproctológicas realizada por uma equipe altamente qualificada e comprometida com o paciente.

As cirurgias de grande porte como ressecção de câncer de intestino são realizadas em Hospitais  na cidade de Criciúma.

Seguindo o que existe de mais avançado na área coloproctológica , a Proctomais conta com médico especializado em técnicas cirúrgicas videolaparoscópicas. A cirurgia videolaparoscopica consiste em um procedimento minimamente invasivo, evitando as cicatrizes extensas das técnicas convencionais. Tem como benefício menor trauma cirúrgico oferecendo um retorno mais precoce às atividade habituais e ao trabalho.

As cirurgias de pequeno porte como cirurgias para tratamento de hemorroidas ou de fissuras anais são realizadas em caráter ambulatorial, com alta hospitalar no mesmo dia  e com rápida recuperação do paciente.

A Proctomais possui recursos tecnológicos de ponta para o atendimento dos pacientes cirúrgicos contando com a experiência de cirurgião especializado, garantindo qualidade, agilidade e maior resolutividade no diagnóstico e tratamento.

Colonoscopia

É o exame em que se  avalia através de um equipamento óptico, todo o intestino por dentro. Este exame permite diagnosticar e retirar os pólipos, além de detectar o câncer intestinal em um estágio precoce com taxas de cura em torno de 90%. O exame leva em torno de 20 minutos e é feito em caráter ambulatorial com retorno às atividades habituais no mesmo dia.

Ilustração de um exame de colonoscopia.
O proctologista consegue avaliar o interior
do intestino através de um monitor de vídeo.

A Proctomais conta os aparelhos de alta tecnologia, além de uma sala de exames totalmente equipada para permitir a total segurança durante o procedimento. De acordo com a legislação médica vigente é oferecido para todos os pacientes a sedação por médico Anestesiologista durante o exame.

Ilustração de um pólipo colônico identificado
durante o exame de colonoscopia. Essas lesões
podem evoluir para tumores e por isso são
retiradas durante o exame.

O que é Colonoscopia?

A colonoscopia é um método seguro e efetivo de examinar toda a extensão do intestino grosso e reto. É usado para diagnosticar problemas no cólon e reto, realizar biopsias e remover pólipos (lesões pré-malignas). Na grande maioria dos casos é feita de forma ambulatorial sob sedação anestésica.

Visão do intestino obtida durante
o exame de colonoscopia.

Quem deve fazer a Colonoscopia?

A colonoscopia é rotineiramente recomendada para todos os adultos maiores de 50 anos como parte do programa de prevenção do câncer de intestino. Pacientes com história familiar de câncer colorretal devem iniciar o rastreamento aos 40 anos ou menos dependendo do caso. Seu coloproctologista também pode recomendar a colonoscopia caso você apresente alteração do hábito intestinal ou sangramento intestinal.

Ilustração de um câncer de cólon
identificado durante o exame de
colonoscopia.

A Colonoscopia é necessária para:

  • Verificar sintomas abdominais sem causa evidente
  • Verificar a presença de Doença Inflamatória Intestinal
  • Identificar pólipos ou tumores pré-malignos
  • Identificar a origem de sangramentos
  • Monitorizar pacientes com história familiar de câncer ou pólipos

Como A Colonoscopia é realizada?

O intestino deve ser preparado antes do exame, isso é feito um ou dois dias antes do exame com uma preparação oral prescrita por seu coloproctologista.

Realiza-se sedação durante o procedimento para evitar qualquer desconforto. O colonoscópio é inserido pelo ânus e é avançado por dentro do intestino. Durante o exame completo do intestino seu proctologista irá remover pólipos ou realizar biópsias quando necessário.O procedimento leva menos do que 20 minutos e os pacientes podem retornar as suas atividades habituais no mesmo dia do procedimento.

Exame de Colonoscopia. À esquerda observa-se
a posição do videcolonoscópio durante o exame
e na direita a imagem capturada durante o exame.

Colonoscopia Intervencionista

As lesões que antecedem o câncer de intestino se apresentam como saliências no revestimento interno (mucosa) do intestino grosso. É muito comum que o médico faça a remoção dessas lesões ainda durante a colonoscopia. As lesões  podem assumir um aspecto de pólipo (pequena protuberância parecendo um cogumelo), ou serem discretamente elevadas, ou mesmo planas.

A maioria dos pólipos e outras lesões pré-malignas do cólon apresentam-se como benignos ao diagnóstico e não oferecem risco à saúde, porém algumas delas podem evoluir para câncer de cólon e, por este motivo, devem ser removidas. A análise microscópica (exame anatomopatológico) é realizada para se definir o tipo de lesão e risco de malignidade.

Ilustração de um pólipo colônico que pode ser
retirado durante a colonoscopia intervencionista.
O pólipo quando não retirado pode evoluir
para o cancer de cólon.

Retirada de Pólipos (Polipectomia)

A polipectomia colônica  é um procedimento cirúrgico, minimamente invasivo, realizado durante a colonoscopia, que permite remover a quase totalidade dos pólipos do cólon (intestino grosso). 

Ilustração de um pólipo colônico que
deve ser retirado durante a colonoscopia
Iustração da retirada de um pólipo
com uma alça durante a colonoscopia.

Os pólipos podem ser retirados com uma pinça ou com a utilização de alças conectadas a um aparelho de eletrocoagulação. Na retirada com a alça, o laço é colocado ao redor do pólipo e é feito um corte ao mesmo tempo em que uma corrente elétrica cauteriza os vasos sanguíneos para evitar sangramentos. Na retirada com pinça retira-se diretamente o pólipo com o fechamento da pinça sobre ele. Em mãos experientes e com a utilização de materiais adequados o risco de complicações é muito baixo.

Retirada de Lesões planas:

As lesões planas, ou seja, praticamente sem saliência presentes nas camadas superficiais da parede do intestino, são as mais difíceis de serem detectadas. As lesões elevadas, planas e plano-elevadas em geral apresentam risco de câncer. Esse tipo de lesão intestinal pode crescer lateralmente, eventualmente por vários centímetros.  Quando ultrapassa 1cm de extensão é denominado de lesão de espalhamento lateral (Lateral Spreading Tumors - LST).  

A mucosectomia colorretal,  também chamada de ressecção endoscópica da mucosa, é uma técnica que permite a remoção completa destas lesões, com segurança e em bloco, evitando que o paciente seja submetido à cirurgia. O plano de ressecção da mucosectomia é mais profundo do que o de polipectomia e a área ressecada é mais extensa. São usadas alças diatérmicas e o  plano de ressecção é conseguido através injeção de solução salina para elevar a lesão.

O emprego da mucosectomia no cólon está indicado para lesões de, no máximo, 2 cm, de modo que sejam removidas em um único fragmento com o auxílio da técnica de magnificação de imagem, presente nos endoscópios mais modernos. As lesões de crescimento lateral também podem ser abordadas por essa técnica, mesmo com diâmetro superior a 2 cm, desde que se recorra à versão de retirada em múltiplos fragmentos (piecemeal). 

Outra opção terapêutica para a retirada de lesões planas com mais de 2cm é a  técnica ESD (dissecção endoscópica submucosa). A ESD é uma das técnicas de ressecções endoscópicas desenvolvida na década de 90 no Japão e se diferencia dos demais métodos pela possibilidade de ressecção extensa, em monobloco, ampliando as possibilidades do tratamento endoscópico e com melhores resultados curativos. 

Manometria Anorretal

 A manometria anorretal é um exame realizado para analisar o funcionamento da musculatura do ânus e avaliar as condições e o funcionamento do assoalho pélvico. O exame avalia e quantifica as pressões dos esfíncteres anais (músculos responsáveis pela continência) e está indicado para pacientes com incontinência fecal, dor anal, fissura anal, fístula anal/perianal, constipação e suspeita de megacólon. A manometria anorretal apresenta também  grande importância para elucidação diagnóstica e planejamento de alguns procedimentos cirúrgicos garantindo uma cirurgia com maior segurança e exatidão. 

Cirurgia Intestinal Videolaparoscópica

A coloproctologia tem incorporado modernas tecnologias no tratamento das doenças abdominais.  A videolaparoscopia, também conhecida como "cirurgia por vídeo" é um exemplo dessa tendência. A cirurgia colorretal por videolaparoscopia é realizada através de pequenas incisões ou cortes. Uma pequena câmera é inserida no abdômen permitindo que o cirurgião realize a cirurgia com o auxílio de um monitor de vídeo. A câmera e os instrumentos cirúrgicos são inseridos através das pequenas incisões feitas na parede abdominal, permitindo o acesso ao abdômen sem a realização de grandes cortes. 

A videolaparoscopia tem indicação preferencial para várias doenças do intestino grosso como a  doença diverticular, doença de Crohn íleo-cecal, retocolite ulcerativa, polipose familiar,  prolapso retal e pólipos colorretais com indicação cirúrgica. Nos pacientes com câncer de intestino essa técnica pode ser usada com taxa de cura semelhante a da cirurgia convencional ou aberta.  

As vantagens da cirurgia videolaparoscópica colorretal incluem um menor trauma cirúrgico, menor dor pós-operatória, recuperação pós-cirúrgica mais rápida e retorno mais cedo às atividades habituais e ao trabalho, além de cicatrizes menores. 

Cirurgia para câncer do intestino

 A cirurgia é o principal tratamento para o câncer de intestino. A técnica cirúrgica indicada depende da localização do tumor, da sua extensão para outros órgãos e do quadro de saúde do paciente. Atualmente a cirurgia por vídeo (técnica videolaparoscópica) que utiliza pequenas incisões e promove recuperação precoce do paciente é a mais utilizada. 

Outros tratamentos como quimioterapia ou radioterapia podem ser indicados para reduzir o tamanho do tumor antes da operação ou para eliminar células cancerígenas que não foram retiradas  na cirurgia.  

Durante a operação, o tumor junto com os gânglios linfáticos mais próximos são retirados e enviados para análise histológica. Na maioria dos  casos é  possível retirar a lesão, unir os segmentos intestinais e refazer o transito intestinal.  Entretanto em  alguns pacientes é necessário realizar uma colostomia. A colostomia consiste em uma abertura na parede abdominal  com fixação  de uma terminação do intestino por onde as fezes passam a ser eliminadas.  Nos casos onde é possível desfazer a colostomia espera-se alguns meses e  marca-se uma nova cirurgia para reconstruir o transito intestinal normal. 

Tratamento de hemorróidas

Os pacientes com suspeita de doença hemorroidária, devem consultar um proctologista para excluir outras causas que justifiquem os sintomas. Nos casos onde for confirmado o diagnóstico de doença hemorroidária deve-se indicar o melhor tratamento.

Hemorroidas pequenas podem ser tratadas com mudança de hábitos de vida e  com tratamentos locais, mas casos mais avançados ou recorrentes podem exigir procedimentos invasivos, inclusive cirurgia.

A Proctomais oferece as opções mais modernas e seguras para o tratamento da doença hemorroidária:

Opções de Tratamento

  • Conservador ou Clínico
  • Ligadura Elástica
  • Cirúrgico
  • TDH
  • Orientações gerais


Tratamento Conservador ou Clínico:
O tratamento clínico consiste em cuidados locais e orientação  dietética tendo sucesso na maior parte dos pacientes. O manejo deve ser prescrito pelo proctologista, após avaliação individual de cada caso. Localmente, o paciente deverá realizar higiene anal somente com água e sem a utilização de papel higiênico, fazer banhos de assento com água morna e utilizar pomadas analgésicas e anestésicas. Nas pessoas com constipação intestinal, laxantes então indicados para diminuir a necessidade de fazer força ao evacuar já que a passagem de fezes endurecidas pode causar lesão nas hemorroidas. Beber bastante água é importante, pois ajuda a umedecer as fezes, diminuindo a constipação. O aumento do consumo de fibras também melhora os sintomas.

Ligadura Elástica de Hemorroidas:   Se o tratamento conservador não for suficiente para controlar os sintomas das hemorroidas, tratamentos minimamente invasivos podem ser tentados. Nestes casos, o tratamento pode ser realizado no próprio consultório do proctologista. A ligadura elástica é um método simples e rápido para o tratamento de casos selecionados de doença hemorroidária. Consiste na aplicação de um elástico ao redor do mamilo hemorroidário para a resolução dos sintomas. O número de sessões necessárias para o tratamento completo dependerá do número de mamilos hemorroidários comprometidos.  O procedimento costuma ser indolor e muitas vezes não se usa nem anestesia. Quando bem indicada a taxa de sucesso é alta chegando a 80%.

Tratamento Cirúrgico de Hemorroidas: Caso os sintomas da doença hemorroidária persistam, apesar das medidas conservadoras ou minimamente invasivas, a cirurgia deve ser indicada. O tratamento cirúrgico também está indicado nos pacientes com doença mais avançada ou que apresentam complicações agudas. A cirurgia tradicional é chamada de hemorroidectomia, um procedimento de pequeno porte, que é  realizado no centro cirúrgico sob anestesia e consiste na ressecção dos mamilos hemorroidários. É o método mais efetivo e com menor taxa de recorrência da doença. 

Técnica THD (desarterialização hemorroidária transanal guiada por Doppler): Nova técnica, recém chegada no Brasil para o  tratamento das hemorroidas. A técnica consiste na introdução de um pequeno aparelho de doppler (ultrassom) no ânus para identificação das artérias hemorroidárias; através de uma pequena agulha essas artérias são suturadas de modo a reduzir o fluxo de sangue que chega nas regiões onde existem as hemorroidas. Chegando menos sangue, a pressão dentro das hemorroidas diminui, fazendo com que a doença regrida. O procedimento é pouco doloroso, não deixa cicatrizes externas e permite o retorno precoce ao trabalho. Apresenta ótimos resultados em casos selecionados. 

Recomendações na Doença Hemorroidária:

* Evite o uso de  papel higiênico que irrita e aumenta a inflamação. Lave a região anal e seque com toalha de algodão;

* Procure adotar uma dieta saudável à base de alimentos ricos em fibras e frutas frescas;

* Beba bastante líquido;

* Respeite a necessidade de evacuar;

*Permaneça sentado no vaso sanitário somente o tempo necessário para evacuar. Se não conseguir naquele momento, tente mais tarde.

* Evite permanecer muito tempo na mesma posição. Caminhe sempre que possível, inclusive no local de trabalho;

Advertência!

As hemorroidas não costumam constituir um problema muito sério de saúde. Entretanto devem ser avaliadas pelo especialista para excluir outras doenças sérias como o câncer de intestino.  Procure imediatamente assistência médica nos seguintes casos:

* Sangramento anal intenso;
* Sangramento persistente;
* Endurecimento na região externa no ânus

Tratamento da fissura anal

O tratamento da fissura anal tem como objetivo controlar a dor e promover a cicatrização da laceração. A fissura anal aguda cicatriza sem necessidade de tratamento cirúrgico em mais de 90% dos casos. Já a fissura anal crônica responde com menor frequência ao tratamento clínico e nesses casos  o tratamento cirúrgico ou a aplicação de toxina botulínica são os passos seguintes. O tratamento quando bem indicado resulta na resolução do problema associado a baixas taxas de  recidiva.

Cirurgia para a fissura anal.
A - Abertura da mucosa anal
B - Secção muscular
C - Sutura dos tecidos

Tratamento Conservador ou Clínico: Inicia-se o tratamento prescrevendo-se uma dieta rica em fibras, legumes, verduras, cereais e frutas. Indica-se também  aumento da  ingesta de água a fim de se evitar a constipação e reduzir o trauma provocado pela passagem das fezes. Banhos de assento com água morna, medicações tópicas e analgésicos sistêmicos podem ser utilizados.

Aplicação de Toxina Botulínica Anal: Em alguns casos o coloproctologista pode fazer uso da injeção anal da toxina botulínica. A medicação promove o relaxamento  do esfíncter anal facilitando a cicatrização da fissura. O procedimento é simples e realizado de forma ambulatorial. Logo após a aplicação o paciente já pode ir para casa e retornar às atividades normais no dia seguinte.

Tratamento Cirúrgico: A cirurgia é a opção mais eficaz para o paciente com fissura crônica  que não melhorou após o tratamento clínico. O procedimento  é simples e o paciente, na maioria das vezes, volta para casa no mesmo dia, podendo retornar às atividades normais dentro de uma semana. Parte do músculo esfíncter interno do ânus é seccionada através de uma diminuta incisão anal objetivando reduzir a pressão anal de repouso e dessa forma levar a cicatrização da fissura.  A recuperação após a operação  é extremamente rápida e a maioria dos pacientes experimenta sensível alívio da dor logo após a cirurgia.

Cápsula Colônica

A cápsula colônica é um dispositivo em formato de comprimido que contem em seu interior uma microcâmera que fotografa o tubo digestivo. O paciente  engole  a cápsula e logo a seguir a  captura de imagens é ativada e centenas de fotos em alta velocidade e com qualidade de imagem de alta resolução são obtidas. As imagens são transmitidas para uma central de captação acoplada na cintura do paciente. A alta tecnologia do envio de imagens do dispositivo dispensa fios. O exame pode ser direcionado a partes específicas do aparelho digestivo como intestino delgado (fino) ou cólon (intestino grosso).

Ilustração da cápsula colônica
capturando imagens de um pólipo colônico.

O exame é simples, não invasivo e realizado no próprio consultório.  As indicações  mais comuns são a investigação de sangramento intestinal, avaliação de doenças inflamatórias intestinais (Retocolite / Doença de Crohn), análise do intestino delgado, cólicas abdominais de origem obscura e o monitoramento preventivo de câncer colorretal.  

Tratamento da Fistula Anal

A fístula anal é  tratada através de cirurgia. Alguns casos podem necessitar de exames como ultrassonografia ou ressonância magnética para o adequado planejamento do procedimento.  O tipo de cirurgia varia de  acordo com as características e profundidade da fístula. Na maioria das vezes a cirurgia é simples com a realização de abertura e curetagem do trajeto fistuloso, sem  necessidade de dar pontos e deixando a cicatrização por segunda intenção. Entretanto, nos casos de fístulas complexas, quando é comum o envolvimento dos músculos do esfíncter anal, o tratamento pode se tornar mais difícil e, na maioria dos casos, é preciso que a fístula seja operada em dois tempos (duas cirurgias) com intervalo entre os procedimentos. A recidiva é possível com todas as técnicas, mas pode ser reduzida quando a cirurgia for realizada pelo especialista. Quando o paciente apresenta outras causas para a fístula como a doença de Crohn ou neoplasias, o tratamento é dirigido para essas doenças.

Tratamento do Abscesso Anal

O tratamento do abscesso anal é cirúrgico. Em alguns casos o abscesso se rompe e drena espontaneamente. A cirurgia é realizada através de uma incisão que elimina as secreções, o que alivia em muito a dor provocada pela pressão existente dentro do abscesso. A drenagem pode ser feita com anestesia local ou com bloqueio anestésico. O uso de antibióticos é indicado especialmente nos pacientes diabéticos, obesos e imunodeprimidos. Nas vezes que o paciente apresenta drenagem espontânea do abscesso, o médico acaba realizando apenas um aumento do orifício de drenagem, limpeza local e curativos. 

Tratamento do Cisto Pilonidal

O tratamento do cisto pilonidal é cirúrgico.  O coloproctologista realiza a ressecção em cunha do cisto, abrindo a pele, retirando o cisto e deixando a ferida aberta, sem dar pontos, para que ela cicatrize de forma natural (cicatrização por segunda intenção). Quando  houver abscesso associado ao cisto, a drenagem da secreção purulenta deve também ser realizada. Após a cirurgia o paciente deve seguir rigorosamente os cuidados indicados com o curativo da ferida para evitar infecções do local enquanto ela estiver aberta. O curativo deve ser trocado todos os dias, o local lavado com soro fisiológico e coberto com gaze

Tratamento do Condiloma Anal

As lesões condilomatosas devem removidas, pois podem crescer e tornarem-se mais numerosas. Além disto, há evidências que essas verrugas podem dar origem a tumores malignos se não forem tratadas por um longo tempo. As opções de  tratamento envolvem três abordagens principais: a destruição química e física, a terapia imunológica e a retirada cirúrgica. A preferência por alguns dos métodos dependerá do número e da extensão das lesões.